domingo, 15 de março de 2009

"Se tu me amas, ama-me baixinho
Não o grites de cima dos telhados
Deixa em paz os passarinhos
Deixa em paz a mim!
Se me queres, enfim,
tem de ser bem devagarinho,
que a vida é breve, e o amor mais breve ainda."
Poema Bilhete - Mario Quintana

sexta-feira, 13 de março de 2009

Assim como a economia, as pessoas sempre estiveram em crise. De vez em quando isso se agrava, mas é normal que ninguém saiba o que fazer com o que tem, ou então descubra que não tem o que é necessário pra seguir em frente. Talvez seja falta de auto-conhecimento (o que não implica de jeito nenhum na leitura de livros de auto-ajuda, por favor), mas geralmente nós sabemos melhor o que não queremos. A gente costuma ir por eliminação. Eu, por exemplo, não consigo definir o que me apetece, o que eu prefiro, qual é meu tipo, minha cor preferida, mesmo quando eu dou de cara com alguma coisa dessas. Simplesmente bate e fica. Já me disseram que é isso geralmente acontece porque o que é certo a gente não define, não explica. Só se sente. De repente vem a impressão de que é aquilo mesmo, é aquele, é lá, e acaba a crise sem a gente ter dado nenhuma solução racional pra ela. Não precisa de liberação de pacotes explicativos, incentivos cerebrais, queda da taxa de emoção. Pra mim, que não entendo nada de política monetária mas sou a favor do laissez faire, tá tudo bem. Convivo diariamente com a minha crise, da mesma forma que o Brasil convive com a dele, e nós dois ainda temos tempo pro Carnaval.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Vez ou outra a gente se apanha numas situações insustentáveis nessa vida, daquelas em que você sabe que o melhor a fazer é se afastar para evitar complicações. Pra que mexer com quem está quieto, no seu canto, cuidando da sua vida? Num lapso de juizo e raciocínio lógico, o que todo mundo faz, costumeiramente, é ir pro seu canto pensar com seus botões, analisar os ângulos, as versões do dilema e seus efeitos. A gente analisa, teoriza e cria praticamente um big bang da ação de cada um pensando nas reações, explosões, poeira cósmica, o que sobra, o que fica, que vida ainda vai existir. Enfim ela surge, a solução. Aparece iluminada, mostrando pra gente o caminho: não cutuquemos a onça com a vara curta. A gente segue o conselho mais que ajuizado. Ficamos todos no nosso devido lugar e vivemos, assim, felizes para sempre.
Fim.

Aham.
Até parece. A poeirinha que sobra das explosões aí só serve pra dar uma coceira na gente, que não consegue ficar quieto de jeito nenhum. Se o negócio fica difícil, aí é que fica bom. A gente esquece a boa recomendação da cabeça, vai provocando e empurrando o insustentável até ele ficar insuportável. E o resto, sempre, é história.
E o livro que você vai escrevendo depende desse tipo de coisa. O seu, é bom?

sexta-feira, 6 de março de 2009

Rafaela mandou avisar que a vida é agora.
Entendeu? 
Agora.
Agora.
Agora.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Continua valendo a máxima de que tudo aquilo que a gente come escondido não engorda. Quando os olhos não vêem, as calorias não contam. Principalmente na TPM.
Certo?

domingo, 1 de março de 2009

Impressionante como faz bem passar um dia ao ar livre. Incrível como é melhor ainda passar assim uma madrugada.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Feliz Ano Novo

Agora sim, não tem desculpa. O ano está oficialmente iniciado, e as resoluções feitas lá atrás já estão valendo. Vamos ver se agora anda.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Ando descobrindo que eu gosto de algumas coisas que eu achava que não gostava por puro preconceito. E tô achando isso tão legal que tô disposta a abrir mão de vários outros preconceitos bobos pra me divertir mais. Quando ouvi isso daí de um professor, a um tempo atrás, que dizia que isso abria as portas da nossa mente pra ela ser mais criativa, não levei muito a sério (é injusto, mas quase ninguém escuta os pobres dos professores). Mas por iniciativa própria e um pouco de falta de opção - a gente passa por cada uma... - eu testei isso aí e anda valendo a pena. Continuo com meus queridos limites e com minha cabeça dura: sapato caramelo, música sertaneja, gente escrevendo errado, filme do Steven Seagal e mamão papaya ainda estão fora de cogitação. Mas abri uma portinha a mais por onde entram coisas que antes eram barradas no filtro de primeira, tipo the Doors e carnaval de rua. Essa portinha tá me deixando mais feliz. Agora nem precisa mais tocar a campainha, muito menos sair correndo logo depois. É só entrar. Tá massa aqui dentro.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Note e anote

E, de repente, o que parecia exigir muito sacrifício fica fácil rapidamente. A receita pra rir mais é tão simples, qualquer um pode preparar. É só juntar pessoas de quem você gosta, paz de espírito, um lugar legal, boas surpresas e talvez uma ou duas caipirinhas. O último ingrediente é opcional. Não precisa nem levar ao forno. Dá pra saborear na hora, e o gostinho bom dura muito tempo, principalmente pra quem tem memória boa.

E sim, eu ainda estou na casa dos meus pais. A personalidade resmungona deu um tempo, foi passear. Acho que ela vai voltar mais tranqüila.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

E o sorriso?

Vim passar o feriado na casa dos meus pais. Sim, porque agora não é mais minha casa - ainda estou em processo de assimilação desse fato. E vim com um sorriso fácil, gostando de passar uns dias na cidade de onde eu meio que acabei de sair e da qual, com espanto, eu até senti falta (bem pouquinho).
Até chegar aqui. Pqp. Tudo bem, é fato que a cidade traz à tona minha personalidade resmungona. Mas dentro de casa, que fica num condominio fechado, às 9h30 da manhã, o barulho consegue ser várias vezes maior do que o da Avenida Heitor Penteado. Pasmem. Eu pasmei, porque tinha me esquecido do voraz cortador de grama que ataca todas as manhãs e do telefone insistente - e alto - que fica perto do meu quarto. Acordei azeda.
E ainda fui dormir azeda: saí para o centro da cidade com ótimas companhias e dei de cara com a minha preguiça de viver: poucos amigos, muitos colegas e uma pancada de gente desnecessária circulando. Pensei por que raios é que existe tanta gente no mundo que não vai acrescentar nada de bom pro dia da gente. Fiquei encabulada.
No fim do dia, ou no começo de mais um, a minha conclusão é a de que o sorriso veio leve, mas descobriu que pra durar tem que ser é implacável.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

"Não vim ao mundo para conjugar o futuro do pretérito."
Cristiana Guerra, meu novo ídolo profissional e pessoal.
Para conhecer, visite o
Para Francisco, o Hoje Vou Assim e o site da Lápis Raro.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009


“I’m selfish, impatient, and a little insecure. I make mistakes, I am out of control, and at times hard to handle, but if you can’t handle me at my worst, then you sure as hell don’t deserve me at my best.”