quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Às vezes parece que meu coração tem gás: se mexe muito, o amor supita. É demais.
Sentir o amor acordando no peito é mais ou menos como fazer xixi na calça: a coisa foge do seu controle e aperta tanto que escapole. Primeiro é tenso, mas aí você relaxa. E fica tudo mais quentinho.

Pode não ser a comparação mais bonita, mas é humana.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Passado um tempo depois de chegar, descobri que lá não era bem o lugar onde eu queria estar. Então vim pra cá. E agora, mesmo depois de pouco tempo aqui, percebi que também não quero ficar.

Nunca vi pessoa tão sem lugar.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Reclamo de barriga cheia porque mesmo depois de comer ainda sinto um vazio por dentro.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Onde foi mesmo que a gente se cruzou? Estou tentando lembrar e voltar ao nosso ponto de encontro, mas cada vez mais me convenço de que a gente se perdeu no caminho.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Einstein era um romântico


“Tudo bem, é por pouco tempo”, eu penso. Penso com o mínimo de aperto no coração – veja bem, mínimo é diferente de nenhum. Mas reflito com tranquilidade: é por pouco tempo.
Aí eu te digo: olha só o que pouco tempo fez com a gente. O que uma única noite fez com os últimos meses. O que mini férias fizeram por todos esses dias úteis – e tão agradáveis.
Somos a prova de que o tempo é relativo. Descobrimos, a cada terça de manhã, que nosso pace pode ser mais acelerado que o do resto do mundo. Por outro lado percebemos, a cada domingo no sofá, que podemos viver no ritmo mais lento e preguiçoso da cidade. Juntos, vamos desafiando uma unidade de medida universal de um jeito muito particular.
E enquanto isso me angustia e joga na minha cara que, mesmo por pouco tempo, a saudade vai me beliscar, eu também consigo ver que a gente é que faz o tempo que vive.
Então eu entendo que nosso próximo pode estar longe, mas até lá, e até hoje, a gente continua perto. Pertinho. Pelo tempo que a gente quiser.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Such a bittersweet life...
Coisa de quem nunca está satisfeito, de quem curte estragar tudo ou de sadomasô?
Você decide.
Mas quem sofre sou eu.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Nesse momento eu me permito um palavrão: fodeu. Essa é a palavra que me escapa. Porque a alguns momentos atrás eu me permiti abrir o coração. E me escapou o controle. Foi quando me invadiu a sensação mais incrível, e mais desesperadora, que acomete um ser humano. Me pegou que nem gripe, provocou febre, me deixou de cama, me fez morrer um pouquinho - um pouquinho a cada minuto que eu passo longe de quem eu tanto quero. Pois é, nesse momento eu também me permito ser cafona. Se o amor, que é tão grande, escapa de mim o tempo todo pro mundo inteiro ver, por que é que uma breguice dessas não sairia?

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Dói como se fosse amor. Faz cócegas como se fosse amor. Aperta o peito como se fosse amor. Causa febre como se fosse amor. Me suspende como se fosse amor. Queima como se fosse amor. Angustia como se fosse amor. Envolve como se fosse amor. Provoca como se fosse amor. Dá saudade como se fosse amor.
O que será que é isso?

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

É quando uma faisquinha de vida explode no seu dia que você descobre que, no resto do tempo, você tá só empurrando.
Tudo bem. Viva a faisquinha.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Eu espero o telefonema.
Eu espero o e-mail.
Espero a mensagem.
Espero o toque.
Espero o beijo.
A chegada.
A aparição.
O sinal de fumaça.

Eu espero que dê tudo certo.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Tudo completamente fora de controle.
Que medo.
Que delícia.